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domingo, 10 de julho de 2011

Férias! - Marian Keyes

Olá!

Como estão vocês? Em primeiro lugar, sinto pela falta de atualização do blog. Senti muito por abandoná-lo estando assim, no comecinho, mas foram motivos de força maior. Precisei viajar para um lugar onde não tenho acesso à internet, mas agora tudo volta ao normal. Aliás, ao "normal". Ainda estou viajando, então conto com a boa vontade do vizinho da minha avó de deixar o wireless ligado e sem senha. :]

Vamos a mais uma resenha hoje! Estou empolgada, porque recebi muitos elogios de uns queridos no post anterior, a primeira resenha que fiz. Muito obrigada mesmo a quem lê, me sinto muito feliz de poder dividir com vocês as minhas impressões sobre os livros, dar dicas, poder discutir pontos de vista, perceber algum detalhe que me escapou.

Terminei hoje o Férias!, da Marian Keyes. Se eu pudesse definir esse livro em uma palavra, seria engraçado. Muito leve e gostoso de ler, várias vezes eu ri alto e ficava com medo de acordar alguém na minha casa quando lia a noite.

O livro conta a história de Rachel, que trabalha em um hotel, tem um namorado chamado Luke, mora com sua melhor amiga Brigit em Nova York no maior estilo ~vida loca~ de ser. O livro é narrado pela própria personagem, ou seja, vemos tudo pelo ponto de vista dela. Quando ela fica sabendo que querem interná-la por ser toxicômana, nos faz ficar tão revoltadas quanto ela. Afinal, uma farrinha de uma noite a fez parar no hospital e sofrer uma lavagem estomacal para não morrer, mas foi só uma noitezinha...

Ou não. No decorrer do livro, ela acaba nos contando sobre a vida que levava em NY. Acordar em cama de desconhecidos, cheirar cocaína para "curtir" as festas, roubar, faltar ao trabalho, beber garrafas de vodka, sentir vergonha do namorado. Percebemos que, na verdade, ela É SIM uma toxicômana e as vezes até senti raiva dela. Ela fazia umas coisas absurdas e para seu julgamento tudo estava normal e lindo, menos o fato de seu namorado ter te dado um super fora. No começo tive raiva dele, mas depois de saber o que realmente aconteceu, tive raiva é dela.

Mas ela acaba indo para o Claustro, a clínica de reabilitação onde passa 2 meses. Lá conhecemos personagens os quais também gostamos ou não, influenciados pelo ponto de vista de Rachel: Mike, Chaquie, "Cheia de Vida", Misty, John Joe, Josephine, Chris - Ah! Que decepção foi você, Chris... - e vários outros internos e funcionários, sem contar sua família: Helen - diva! hahaha -, Anna, Margaret e seu marido, Claire, mamãe chatona e papai oklahoma. Muita diversão garantida, juro.

Não digo que leria de novo, porque o tempo é pouco para ler todos os livros ótimos que quero ler. Mas é uma leitura tão gostosinha que não me arrependo das horas que deixei de dormir para lê-lo. Me diverti, me senti leve, adorei. Adorei o modo como a autora - que viveu na pele a dependência, só que a alcoólica - tratou um assunto tão sério. Foi muito legal e até emocionante ver a Rachel passar por todas as etapas da reabilitação: negação, descoberta horrorizada de que era dependente, raiva por ser toxicômana, e finalmente, aceitação. Ela cresceu muito durante o livro, embora tenha passado apenas 2 meses... A comparação com a vida real é inevitável, afinal, o ser humano é realmente assim. Somos pessoas difíceis, não é fácil olhar nossos próprios problemas e aceitar quem somos.

TÍTULO: Férias! [Rachel's Holiday]
AUTOR: Marian Keyes
EDITORA: Record, Edições BestBolso [adoro esses livros que cabem na bolsa!]
PÁGINAS: 545


LER SE: Estiver a fim de uma história que te faça rir, sentir raiva, sentir dó, refletir sobre a vida e sobre o sério assunto das drogas. Leitura levíssima.
NÃO LER SE: Buscar um livro difícil e repleto de conteúdo elaborado. Se não gostar de piadas baratas, ironia, palavrões e descrições minimalistas de sexo, também não indico. Haha.

Até!

Camila C.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera


Quatro personagens protagonizam essa história: Tereza e Tomas, Sabina e Franz. Por força de suas escolhas ou por interferência do acaso, cada um deles experimenta, à sua maneira, o peso insustentável que baliza a vida, esse permanente exercício de reconhecer a opressão e de tentar amenizá-la.


Olá!

Hoje vou fazer minha primeira resenha do blog. Sou nova nisso, então peço a paciência de quem ler - e agradeço, claro! - porque pode ser que eu falhe por falta de experiência, mas farei o meu melhor.

A Insustentável Leveza do Ser foi um livro que caiu engraçadamente em minhas mãos. Um belo dia, passeando pelo mundo literário da internet, acabei lendo a frase "a insustentável leveza do ser", mas não associei com o título de um livro, muito embora não me pareceu tão estranho.

No mesmo dia, entrei no site da Submarino - como todos os outros dias do ano - e vi nas ofertas esse título. Achei graça da conhecidência e movida pela falta de controle acabei pedindo de presente de "dia da Camila" pro meu pai - adoro esse dia que ocorre várias vezes ao ano! Além desse, acabei levando O Poderoso Chefão, que sou louca pra ler e logo mais farei resenha.

Mas, vamos lá. Esse livro é um tanto quanto movido à filosofia. Inclusive o título remete ao dilema peso X leveza de Parmênides. Quando você acaba de ler, percebe que, na verdade, tudo na vida é dividido por esse dilema, sempre com o peso remetendo ao negativo e a leveza ao positivo.

A história gira em torno de Tomas e Tereza, que vivem em Praga, na atual República Tcheca no período da invasão russa. Esse cenário será, muitas vezes, o causador de muitos dos dilemas nos quais o autor puxa carona para seguir às crises existencialistas - a parte da "merda" do filho do Stálin dá até para rir. O que acontece poucas vezes durante esse livro, que é bastante pesado.

Os capítulos são pequenos, as vezes menores do que uma página. Em algumas partes, a leitura corre solta, mas quando Kundera entra no terreno filosófico, acaba tornando-se um pouco cansativo. Na verdade é coisa de preguiça minha, já que ao abordar o existencialismo, o "Eterno Retorno", a compaixão, o autor usa da história para nos levar às reflexões. Mas, para isso, é necessário contextualizar como essas viagens filosóficas se inserem em determinado trecho.

Outros dois importantes persoagens são Sabina e Franz, aos quais são dedicados muitos capítulos - o final de Franz é triste. Karenin, a cachorrinha que Tomas dá à Tereza, me arrancou até alguns nós na garganta nos capítulos finais.

É um bom livro. Um livro repleto de conteúdo, que te faz pensar e raciocinar. Em alguns trechos eu fazia "nooooossa" involuntariamente. Mas não é uma leitura leve, para as horas de prazer - embora o prazer, o sexual mesmo, seja um tema incessantemente abordado através das amantes de Tomas, inclusive Sabina.

NOME: A Insustentável Leveza do Ser
AUTOR: Milan Kundera
EDITORA: Companhia das Letras - coleção: Companhia de Bolso
PÁGINAS: 309
LER SE: Gostar bastante de filosofia e de histórias com temas pesados e sujos do ser humano.
NÃO LER SE: Procura uma leitura leve, descontraída e romântica.

Até!

Camila C.