Mil desculpas por ficar quase uma semana sem postar e responder comentários. A semana foi meio incomum, aconteceram umas coisinhas aqui e outras ali que não me permitiram postar.
Primeiro, dia 4 de agosto o blog fez um mês! Eeeeeee *emoção, lágrimas* fico super feliz que isso aqui esteja dando certo, pra mim mesma, sabem? Sempre itve vontade de ter um blog, mas a preguiça e o medo de não conseguir continuar me impediam, mas agora farei o meu melhor porque a experiência está sendo incrível. Obrigada a todos que comentam e seguem, é muito importante pra mim conversar com vocês.
Agora vamos ao assunto do post em si: Orgulho e preconceito.
Eu sei, todos amamos Jane Austen (mesmo quem não gosta da escrita dela, a respeita, né?). Eu sei também, era um absurdo eu nunca ter lido Orgulho e preconceito, então eu comprei e li. Duas vezes.O título do post faz alusão, pra quem não sabe, ao título dado pela própria autora à estória: Primeiras impressões. Sim, foi esse o título que a Jane havia escolhido para Orgulho e preconceito. Embora o original, que temos hoje, tenha muito mais impacto, Primeiras impressões me marcou bastante e acho que faz jus ao livro.
Pra quem não conhece - acredito que a maioria conheça - tudo se passa no cenário da sociedade inglesa rural de 1813. O enredo gira em torno da família Bennet, cujo casal possui 5 filhas. Entre elas está Elizabeth que, à primeira vista (daí o nome "Primeiras impressões") acredita que Fitzwilliam Darcy seja aquele tipo de homem sozinho e arrogante, que apenas se dispõe a humilhar os outros. Grande pano de fundo para nascer um grande amor, não é? Sim, mas nada é tão fácil.
- (...) Podemos falar mal de alguém sem parar e não dizer nada justo; mas não podemos rir sempre de um homem sem de quando em quando topar com alguma coisa espirituosa.
Eu tive que ler duas vezes. Não porque morri de amores, ao contrário; porque da primeira vez eu realmente não encontrei algo que me encantasse tanto quanto as pessoas falam. Nem no Darcy.
Na primeira leitura, achei que certas partes paradas demais prejudicavam a ânsia de saber o que acontece na história. Ok, esse é o estilo da Jane, mas eu podia jurar que eu grudaria nesse livro, como já grudei em outros dela. Achei que a paixão que nasce de Darcy por Lizzy foi muito repentina e sem motivo. (Alô, precisa de motivo pra se apaixonar?) Sei que na época as coisas eram assim, mas não sou muito fã dessas paixões literárias instantâneas.
- Acho que você corre um perigo muito grande de fazer com que ele fique mais apaixonado do que nunca.
Também achei que certas partes valorizam demais outros personagens da história - como a fuga de Lydia, o sofrimento de Jane pela partida de Bingley, o casamento do sr. Collins. Eu sei que são acontecimentos importantes, mas eu senti que podia dar espaço a algum tipo de aproximação maior entre Darcy e Lizzy, para que os leitores pudessem ir "se apaixonando" com eles.
Na segunda leitura, porém, eu senti que fluiu tudo muito bem. Eu até entendi certos porquês que eu questionei antes, consegui me apegar mais à estória e cheguei a conclusão de que ela me conquistou. Eu sabia que não poderia desistir da Jane!
- (...) Você só tem que aprender um pouco da minha filosofia. Só pense no passado quando as lembranças lhe derem prazer.
Vale lembrar que aqui exponho minhas opiniões e que não possuo nenhum tipo de critério científico para fazê-lo, apenas minhas impressões (eufemismo para NÃO ME XINGUEM! haha). Por isso eu digo, com Orgulho e preconceito foi amor à segunda vista.