SPARKS, Nicholas. Querido John
Editora: Novo Conceito
"Querido John", dizia a carta que partiu um coração e transformou duas vidas para sempre.
Acredito que a maioria conheça a história, mas lá vai:
John Tyree não tem grandes perspectivas para o futuro e começa o livro contando sobre o modo como foi criado por seu pai e todas suas crises de existência durante esse período.
Até que conhece Savannah de um modo inesperado, em um momento certo e errado ao mesmo tempo. Certo, porque ela mudaria sua vida; errado porque em uma semana voltará para a Alemanha, onde serve o exército.
Preciso dizer, esse livro é simplesmente LINDO. A simplicidade da narrativa misturada com os sentimentos mais puros de um rapaz que aprende o que é amar de verdade; só podia ser do Nicholas.
O ambiente da praia me agradou muito, consegui caracterizar muito bem cada personagem e suas particularidades. Gostei especialmente do pai do John, por mais que a maior frase que ele tenha dito no livro seja "Você pode, por favor, colocar o pão na torradeira?". A leitura flui muito bem e em nenhum momento achei o sentimento entre o casal forçado, por mais que tenham se conhecido e se apaixonado para sempre em uma semana apenas.
Não teria título melhor para a história; eu chorei lendo todas as cartas (acho que foram duas ou três), e depois da primeira quando eu lia "Querido John.." meus olhos já marejavam. Quem ainda não leu, não perca mais tempo como eu perdi até agora! Só não espere que a Savannah seja loira de olhos azuis (Amanda Seyfried, você é linda mas NÃO É A SAVANNAH. Period.).
"Fui cego como um morcego e burro como uma porta, mas, mesmo se disser que lamento minha imaturidade, não posso desfazer o passado."
"O tempo é relativo. Sei que não sou o primeiro a perceber isso e estou longe de ser o mais famoso. Minha percepção também não tem nada a ver com energia, massa, velocidade da luz ou qualquer outro postulado de Einstein. Pelo contrário. Tem a ver com o arrastar das horas enquanto eu esperava por Savannah."
"(...) o amor significa pensar mais na felicidade da outra pessoa do que na própria, não importa o quão dolorosa seja sua escolha."
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
"É sério. Quem manda os filhos para um internato? (...)
(...) É tão Hogwarts."
PERKINS, Stephanie. Anna e o Beijo Francês. Novo Conceito Editora, 2011. (Título original: Anna and the French Kiss). Ficção norte-americana.Eu sei, todos já leram e fizeram resenha desse livro, mas eu precisava deixar aqui algumas de minhas impressões.
Por ser seu romance de estreia, Perkins com certeza deixou uma marca linda e doce em sua carreira como escritora. Anna e o Beijo Francês é leve, doce e apaixonante.
Confesso que com tantas resenhas transbordando mel sobre esse livro, minhas expectativas quanto a ele é que eu fosse cair de amores e que meu coração fosse explodir. Bem, não foi isso que aconteceu.
Eu me sentia extremamente bem enquanto o lia, exatamente por seu caráter apaixonante. O cenário é Paris, já começou aí. Me sentia em casa com essa reunião de personagens fofos; gostei especialmente de Mer, fã de Beatles! *-*
St. Clair. Achei que eu fosse me apaixonar por ele. Mas na verdade, pra mim, ele não passou de um suco de limão que parecia de laranja mas tinha gosto de tamarindo. Inglês, americano ou fracês? Ele é fofo e tudo o mais, mas sua indecisão e seu medo me fizeram ter uma certa implicância com ele. Ele hesitou demais por um lado e por outro foi o cara mais romântico que pode existir. Acho que essa falta de meio termo me deixou crítica quanto à ele, todos sabemos o quão insuportáveis são pessoas "8 ou 80". Menos "romântico perfeito" e mais proatividade transfomariam St. Clair num dos meus personagens favoritos. Já Anna é interessante. Cinéfila, sonhadora, forte, engraçada.
A história é muito bem escrita, mistura o romance com todos os dilemas de uma americana que vai passar um ano na Europa e mal sabe agradecer no idioma do país ao qual irá. O ambiente é gostoso, os diálogos são bons, é um livro leve e solto. Mas com tanta recomendação, eu esperava um pouquinho mais. Não foi decepção, foi apenas mais um Young Adult fofo, mas que não mudou a minha vida.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
1001 Livros para ler antes de morrer
Olá!
Em primeiro lugar, não farei uma resenha sobre esse livro, porque ele já é um livro de resenhas. Minha intenção com esse post é expressar o quanto fui feliz em aproveitar a super promoção da Submarino e levar essa coisa linda de quase 1000 páginas por apenas R$ 9,90.
A ideia de tirar minhas próprias fotos eu vi pela primeira vez num blog que eu adoro, o Kari Read. É realmente mais original e traz mais proximidade com o real, acho que é por isso que as pessoas gostam tanto de posts como Caixinha do Correio; ver o livro de verdade com a pessoa é confortável.
ps.: Desculpem a má qualidade das fotos, ainda estou sem câmera e o celular não ajuda.
Até a próxima!
Em primeiro lugar, não farei uma resenha sobre esse livro, porque ele já é um livro de resenhas. Minha intenção com esse post é expressar o quanto fui feliz em aproveitar a super promoção da Submarino e levar essa coisa linda de quase 1000 páginas por apenas R$ 9,90.
A ideia de tirar minhas próprias fotos eu vi pela primeira vez num blog que eu adoro, o Kari Read. É realmente mais original e traz mais proximidade com o real, acho que é por isso que as pessoas gostam tanto de posts como Caixinha do Correio; ver o livro de verdade com a pessoa é confortável.
1001 Livros Para Ler Antes de Morrer traz 1001 resenhas (really?) de clássicos que são indispensáveis para qualquer bookaholic.
Antes de tudo, achei a ideia do livro mais fantástica pelo fato de que talvez ninguém consiga ler os 1001 livros indicados aí. Mas essa é a magia: você pode não conseguir lê-los, mas você pode conhecê-los através das impressões desses resenhistas maravilhosos que, antes de tudo, são como nós: leitores de corpo e alma.
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| Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf |
A lista inclui clássicos super conhecidos como Orgulho e Preconceito (Jane Austen), Vidas Secas (Graciliano Ramos), E o Vento Levou (Margaret Mitchell), Gabriela, Cravo e Canela (Jorge Amado), Ensaio Sobre a Cegueira (José Saramago) e claro, como não poderia faltar, As Mil e Uma Noites que, com um autor anônimo, abre essa ótima coletânea de livros e inspira seu nome. Mas também encontramos títulos desconhecidos como alguns contos japoneses, romances que não foram nem traduzidos para o português e obras da literatura russa (que, na minha opinião, são clássicos).
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| O Sofrimento do Jovem Werther, de Goethe |
Recomendo para todo leitor assíduo, duvidando que sua lista de desejados não irá aumentar. Também fiquei super feliz em ver vários clássicos da nossa literatura nacional, como Dom Casmurro (sou suspeita <3). Com certeza dá para se perder dentro desse livro, numa viagem gostosa e prazerosa. Além disso, as ilustrações são um espetáculo à parte. Uma das minhas melhores compras!
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| Eu queria poder mostrar todas as ilustrações! |
Até a próxima!
domingo, 16 de outubro de 2011
Desculpas!
Boa noite!
É com toda minha cara-de-pau que venho aqui pedir imensas desculpas pelo sumiço. Primeiro, precisei me desculpar comigo mesma, mas a vida deu uma chacoalhada que precisava de toda minha atenção para que nada saísse fora do lugar. Acredito que todo mundo já passou por alguma situação que monopoliza sua vida; nesse último mês tive várias ao mesmo tempo. Além de ter ficado mais velha [hoho 20 anos!], muitas outras coisas tiraram minha concentração, mas não convém.
O fato é que agora eu pretendo voltar, com todo o amor do mundo, a me dedicar a esse espacinho tão meu quanto de quem o lê. Foi um hiato, e como todo, ele acabou. Quase não li nesses últimos tempos, mas tenho resenhas para colocar no ar, memes, caixinha de correio etc. Além disso, a faculdade está tomando meu tempo integral. Nada é desculpa, eu sei, mas agora voltei pra ficar [assim espero!].
Welcome back, Pool of Words.
É com toda minha cara-de-pau que venho aqui pedir imensas desculpas pelo sumiço. Primeiro, precisei me desculpar comigo mesma, mas a vida deu uma chacoalhada que precisava de toda minha atenção para que nada saísse fora do lugar. Acredito que todo mundo já passou por alguma situação que monopoliza sua vida; nesse último mês tive várias ao mesmo tempo. Além de ter ficado mais velha [hoho 20 anos!], muitas outras coisas tiraram minha concentração, mas não convém.
O fato é que agora eu pretendo voltar, com todo o amor do mundo, a me dedicar a esse espacinho tão meu quanto de quem o lê. Foi um hiato, e como todo, ele acabou. Quase não li nesses últimos tempos, mas tenho resenhas para colocar no ar, memes, caixinha de correio etc. Além disso, a faculdade está tomando meu tempo integral. Nada é desculpa, eu sei, mas agora voltei pra ficar [assim espero!].
Welcome back, Pool of Words.
sábado, 3 de setembro de 2011
Resenha: Feios, Scott Westerfeld
WESTERFELD, Scott. Feios. Galera Record, 2010.Ficção / Fantasia. (Título original: Uglies)
Bom, pra começar eu gostaria de dizer que adoro uma distopia (como Admirável Mundo Novo, por exemplo). Eu sempre fico pensando como será o nosso mundo daqui há uns... 100, 200 anos, porque simplesmente não estaremos aqui para ver - ou estaremos?
Fantasias à parte, é um assunto bem sério. O que nós estamos fazendo com o nosso mundo é o que ele será no futuro (que pode estar mais próximo do que imaginamos). Isso me dá medo, porque o que vemos não é nada legal. Mas vamos ao livro.
A história é de Tally Youngblood, uma feia que está prestes a completar 16 anos e realizar o sonho de sua vida: tornar-se perfeita. Seu melhor amigo já passou pela cirurgia e ela está sozinha e não vê a hora disso acontecer. Porém, conhece Shay e tudo muda. Shay não quer se tornar perfeita.
"- Fazer o que as pessoas esperam que você faça é sempre entediante. Não consigo pensar em nada pior do que ser obrigada a me divertir."
E esse quote super traduz Shay. Até que ela foge e muitas circunstâncias levam Tally até ela. A partir daí, Tally percebe que nem tudo são flores nesse mundo que na verdade é mais que feio; muito pelo contrário, há segredos horríveis por trás de toda essa ânsia de criar-se uma sociedade cada vez mais perfeita.
"A natureza, afinal, não precisava de uma operação para ficar linda. Ela simplesmente era."
5 motivos para ler Feios:
1) A distopia
É bom refletir um pouco sobre essa busca desenfreada da humanidade para sempre estar no topo, da procura pelo corpo perfeito, pelo rosto lindo, do esteriótipo de felicidade que nos vendem em propagandas baratas.
2) A história
Apesar de algumas vezes eu ter pensado "hey, como isso acontece se aquilo outro aconteceu?" (ignorem), a história é muito bem estruturada e super criativa. Sempre que eu lia, era transportada para esse universo paralelo do nosso futuro e me sentia muito mais que uma Enferrujada. PRECISO de uma prancha que voa, gente.
3) O David
Num mundo dos vampiros ele seria o que? Meio vampiro e meio humano? Hahaha. O David é muito fofo, me conquistou num piscar de olhos, faz e diz coisas super bonitinhas. Ele sim sabe que até mesmo um rosto feio pode ser visto como um rosto lindo, só depende dos olhos de quem vê.
4) A narrativa
Embora eu não seja super fã de histórias narradas em terceira pessoa, essa é diferente. É uma leitura super fácil e simples, não é cansativa e as vezes eu lia num ritmo intenso, de não conseguir parar. Os capítulos acabam exatamente de uma forma que me deixava ansiosa pelo próximo e o final é "wow!".
5) A série
Eu, particularmente, adoro séries. Acho que quando um livro é único, é ok. Mas algumas coisas podem acontecer rápido demais ou ficarem sem explicação. Série sempre te deixa querendo mais e tendo mais. Estou louca por Perfeitos e Especiais.
Vou confessar que parecia uma livro bobinho no começo... mas deixem ele conquistar vocês como me conquistou. Muito bom!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
In my mailbox #2
(Post inspirado no meme "In My Mailbox" do blog The Story Siren)
Olá, queridos! Como vão?
Bom, hoje finalmente, depois de muito tempo, farei mais um In My Mailbox. Resolvi deixar o nome em inglês mesmo, pra inspiração ser completa, rs. Fiquei tanto tempo sem fazer esse post porque estava esperando acumular algumas coisas legais, e já estavam acumuladas há um tempinho, mas só hoje pude fotografar e mostrá-las.
Ah, um adendo. Eu ia colocar as 14 mil fotos que tirei de tudo (capas, detalhes etc), mas achei que ia ficar muito grande e cansativo, então deixarei só a foto das lombadinhas e alguns detalhes. Desculpem a qualidade, juro que meu aniversário tá chegando vou arrumar uma câmera nova e decente, que não me deixe na mão, para que eu possa fazer em vídeo! =)
Então o que chegou pra mim, foi:
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| Say hello to Tigrão s2 |
Bom, acho que todos conhecem esse livro, não é mesmo? Ou já viram o filme, ou pelo menos ouviram falar. Estou louca para lê-lo, fora que essa capa é espetacular. Comprei em uma daquelas promoções malucas da Submarino nas quais um livro de R$ 64,00 sai por R$ 9,90, hehe.
2) Sussurro, Becca Fitzpatrick
Só eu acho o sobrenome dessa autora muito high school? Hahaha. Já estou lendo Sussurro, estou a-d-o-r-a-n-d-o. É muito legal, mesmo! Por mais que, mais uma vez, os seres sobrenaturais estejam onipresentes, a estória está muito boa. Normalmente eu leio a noite, quando chego da faculdade, ou seja, quando está tudo escuro e silencioso. NÃO TO COM MEDO, GENTE, só sou solidaria à Nora.
3) Crescendo, Becca Fitzpatrick
Continuação de Sussurro. Mal posso esperar pra começá-lo.
4) O Vendedor de Sonhos e a Revolução dos Anônimos, Augusto Cury
Ganhei da amiga da minha mãe e, pelo que eu acho, é a continuação de O Vendedor de Sonhos - O Chamado. Eu comecei o primeiro e larguei, não me envolvi muito com a história - embora o livro tenha umas mensagens muito boas. Talvez eu dê uma chance, agora que tenho o segundo.
5) O Tigre Branco, Aravind Adiga
Usei esse livro na faculdade, nas aulas de sociologia (alô Luana, você terá aulas de sociologia! haha), mas não li, porque um grupo apresentou sobre ele. Mas fiquei curiosa, pois o livro é em forma de uma carta de um indiano ao primeiro ministro da China. O que mais me chamou a atenção foi a capa, é super fofa!
6) Blood Promise, Richelle Mead
AAAAAAAAAAAA. Preciso falar algo? Estou lendo loucamente esse que é o 4o volume da série Vampire Academy. É muito amor gente, muito amor...
7) O Hobbit, J.R.R. Tolkien
Não, eu nunca li O Senhor dos Anéis e nem vi o filme (só o começo do primeiro). Mas esse livro estava em promoção também, quando comprei Memórias de uma Gueixa. Se eu gostar, minha amiga vai me emprestar O Senhor dos Anéis... veremos.
Até o próximo! =)
domingo, 28 de agosto de 2011
Resenha: Shadow Kiss - Richelle Mead

MEAD, Richelle. Shadow Kiss - Vampire Academy #3, Editora Razorbill.
(Não há
OMG.
Enquanto eu estava lendo Shadow Kiss, eu tinha aquela prazerosa sensação que temos, quando o livro é muito bom, de que não há como ele ficar melhor. Mas aí chega o final e TA-DA, ele fica melhor. Muitas surpresas, muito suspense, mistérios, explicações que eu jamais imaginaria.
Richelle, sou sua fã.
Fazia um tempo que não me envolvia tanto em uma estória de seres sobrenaturais. Sim, eu sei, é sempre o mesmo discurso, os mesmos seres, a mesma ladainha. Mas com Vampire Academy é diferente e o que mais me encantou foi que, na verdade, o sobrenatural é muito sutil. OK, eles têm fornecedores de sangue pros Moroi, usam magia com os 4 elementos e OH, WAIT, a Lissa usa um tal de "espírito" que trouxe a Rose de volta à vida. Sem contar que, nesse volume, a Rose vê uns fantasminhas aqui e outros ali. Ainda assim é sutil. Muitas vezes eu esquecia que era uma estória de vampiros e quando eu lembrava, ficava impressionada de como a autora soube explorar o tema de uma forma tão bem estruturada, com poucos clichês e sem apelação.
"My own pretty jealousy and moping suddenly seemed stupid when compared with what she had to go through. I mentally slapped myself."
Claro que é importante lembrar que é um mundo de fantasias criado para a morada dos nossos queridos vampiros-reais, meio-vampiros e até os vampiros-do-mal. Ou seja, nada fugirá muito disso, mas ainda assim, os sentimentos, as conversas, as reações, os pensamentos... são todos muito familiares para qualquer ser humano. Sempre muitos dilemas, escolhas, segredos. Eu mergulhei fundo nesse livro, um dos melhores que já li, e com certeza recomendo a todos que façam o mesmo.
"(...) It woudn't be fair to have one person so full of awesomeness."
O final desse livro é inexplicável, a última frase então...
Eu não sou a primeira pessoa a recomendar essa série, nem serei a última. Mas duvido que alguém se arrependa de ler. 5 estrelas!
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